Interessante como a situação ao redor dos bancos e das criptomoedas evoluiu nos últimos anos. Ainda há alguns anos, bancos tradicionais se uniriam se ouvissem algo semelhante. Hoje, bancos que apoiam criptomoedas estão se tornando a norma.



A diferença entre esses verdadeiros bancos de criptomoedas e os tradicionais, que simplesmente se adaptaram, é bastante significativa. Bancos de criptomoedas como o Scallop são construídos na blockchain e são descentralizados. Em contraste, bancos que apoiam criptomoedas permanecem centralizados, apenas permitindo que seus clientes trabalhem com ativos digitais através de seus aplicativos ou cartões.

JP Morgan Chase é um caso interessante. Uma das maiores instituições financeiras do mundo decidiu entrar na jogada. Eles lançaram o JPM Coin para pagamentos transfronteiriços instantâneos entre clientes institucionais. A abordagem deles é clássica — ênfase na conformidade e gestão de riscos.

Revolut tomou um caminho um pouco diferente. Projeto fintech britânico que suporta mais de 30 criptomoedas e simplificou o comércio através de seu aplicativo. Os usuários podem comprar, vender e manter ativos digitais com opções flexíveis de compra.

Juno, por sua vez, mira naqueles que trabalham com criptomoedas e blockchain. Oferece contas especiais com empréstimos garantidos por criptomoedas, negociações e poupança. Suas contas Smart Treasury são interessantes para comerciantes de stablecoins.

Wirex não é um banco de criptomoedas, mas sua solução Mastercard combinada com suporte a moedas tradicionais e criptomoedas é prática. Contas Web3 gratuitas, zero taxas de câmbio, renda passiva via staking — essas são coisas que interessam às pessoas.

Monzo adotou uma abordagem onde não oferece negociação por si só, mas se integra às exchanges. Assim, você acompanha tudo em um só lugar. Ally Bank faz algo semelhante — permite usar contas em exchanges externas e ainda oferece APY mais alto que a média.

Cash App é, na verdade, um fenômeno interessante. Originalmente era apenas uma plataforma peer-to-peer, agora é uma solução financeira completa. Os usuários podem depositar e retirar bitcoins diretamente de suas carteiras.

BankProv, Mercury e Quonic são outros players que focam em criptomoedas. BankProv se concentra em negociações com cripto, Mercury oferece produtos de tesouraria com retornos atraentes, Quonic oferece contas de juros em ativos cripto.

Ao escolher um banco que apoia criptomoedas, é importante observar alguns fatores. Capacidade de manter tanto cripto quanto fiat, disponibilidade de cartões de cripto, integração com exchanges e carteiras, taxas baixas. Instituições renomadas como JP Morgan Chase, Scallop ou Revolut geralmente são opções mais seguras.

A situação realmente mudou. Bancos que apoiam criptomoedas já não são exceção, mas sim o padrão. É interessante acompanhar como as finanças tradicionais e o mundo cripto estão se aproximando aos poucos. As possibilidades agora são maiores do que nunca.
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