Tenho revisado como realmente funciona a deflação na economia porque é um conceito que muitos investidores ignoram, mas que impacta diretamente em nossas decisões financeiras. Basicamente, o significado de deflacionar no contexto econômico é ajustar os valores nominais para eliminar o ruído da inflação e ver o que está acontecendo realmente com o crescimento.



Olha, durante anos vimos governos debaterem se deveriam deflacionar os impostos sobre a renda para proteger o poder de compra de seus cidadãos. Na Espanha, por exemplo, o debate foi intenso quando a inflação rondava 6,8% no final de 2022. A ideia é simples: se seu salário sobe 5%, mas a inflação é de 6%, tecnicamente você está perdendo dinheiro. Então, deflacionar o IRPF significa ajustar as faixas de imposto para que você não acabe pagando mais impostos sobre rendimentos que na verdade não te deixam mais rico.

O interessante é que países como Estados Unidos, França e os países nórdicos já fazem isso anualmente. Na Alemanha, a cada dois anos. Mas aqui na Espanha, a nível nacional, não se fazia desde 2008, embora algumas comunidades autônomas tenham começado a implementá-lo. O ponto central aqui é entender que o significado de deflacionar vai além de apenas política fiscal, tem implicações reais em como investimos nosso dinheiro.

Os economistas usam deflatores para comparar o desempenho real de uma empresa, região ou pessoa ao longo do tempo. Sem esse ajuste, confundimos crescimento nominal com crescimento real. Por exemplo, se o PIB nominal sobe de 10 para 12 milhões, mas os preços subiram 10%, o crescimento real foi apenas 10%, não 20%. Essa diferença entre PIB nominal e PIB real é crucial para tomar decisões de investimento corretas.

Agora, o que isso significa para nós como investidores? Se o IRPF for deflacionado, os contribuintes terão mais renda disponível, o que teoricamente aumentaria a demanda por investimentos. Mas aqui vem o real: os benefícios econômicos para uma pessoa média são limitados, estamos falando de centenas de euros economizados, não milhares.

Em um cenário de alta inflação e taxas de juros elevadas, a maioria dos ativos tradicionais sofre. As ações despencam porque encarecem o crédito para as empresas. Os títulos perdem atratividade. Mas há exceções. O ouro historicamente mantém valor nesses momentos, embora seja volátil a curto prazo. As commodities, em geral, podem se beneficiar porque seus preços sobem com a inflação. E alguns setores específicos, como energia, podem fazer lucros recordes, enquanto outros, como tecnologia, desmoronam.

O que muitos não consideram é o impacto fiscal em seus ganhos. Se você investe em ações e obtém lucros, esses rendimentos tributam no IRPF. Então, entender como funciona a deflação no significado de seus impostos é fundamental para calcular sua rentabilidade real após impostos.

Minha recomendação: em tempos de alta inflação, diversifique. Não dependa apenas de ações ou apenas de títulos. Considere ouro, commodities, imóveis. E sim, fique atento a como seu país implementa ou não essas políticas de deflação fiscal, porque isso definitivamente afeta seu poder de compra real a longo prazo. O mercado de ações pode parecer um desastre a curto prazo durante uma recessão, mas historicamente se recupera. Quem tem liquidez e horizonte de longo prazo pode estar comprando ativos a preços que não voltarão a ver.
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