Ainda se lembra do filme "Jogador Número Um"? Do mundo onde o protagonista usa óculos de realidade virtual para correr na Oasis e ganhar tesouros, na verdade isso já não está tão longe de nós. Você pode não perceber, mas já está jogando uma versão simplificada do metaverso — comprando adesivos dinâmicos do LINE, usando GIFs de cabeça balançando do ursinho no grupo da família para reprimir os mais velhos, essas ações na essência são parecidas com jogadores de NFT que compram terrenos e negociam obras digitais no mundo virtual. Só que o que você paga é pelo direito de usar os servidores da empresa de jogos, enquanto eles compram ativos digitais que podem ser levados e usados em qualquer lugar.



Nos últimos anos, o tema do NFT e do metaverso ficou extremamente popular, mas muita gente ainda não entende bem o que realmente é. Hoje vamos falar sobre o que são o metaverso e os NFTs, e como as pessoas comuns podem participar.

Na verdade, a palavra metaverso vem do romance de ficção científica de 1992, "Snow Crash", que descreve um mundo virtual paralelo à realidade. Hoje, o que entendemos por metaverso é um espaço virtual visualmente rico, onde as pessoas podem trabalhar, se divertir, fazer compras e socializar, e tudo isso é sustentado por blockchain e NFTs.

Por que tanto capital e mercado estão tão entusiasmados com o metaverso? O investidor de risco Matthew Ball tem uma opinião interessante — ele acredita que o metaverso representa a quarta onda de computação, após a computação em mainframe, a computação pessoal e a computação móvel. Em outras palavras, isso não é só hype, é uma evolução tecnológica real.

E qual o papel do NFT nesse cenário? Simplificando, o NFT é como uma "carteira de identidade antifraude" do metaverso. Baseado na tecnologia blockchain, cada NFT é único, oferecendo propriedade real e escassez para ativos virtuais. Como seria um metaverso sem NFTs? Seria como comprar itens de jogo que não podem ser revendidos, presos ao servidor; roupas virtuais que só você pode usar, sem possibilidade de comercialização; casas construídas com esforço que podem ser removidas pela plataforma ou perder valor instantaneamente. Essa é a diferença fundamental entre NFTs e ativos digitais tradicionais — cada NFT é único, a propriedade é claramente comprovada na blockchain, podendo ser negociada livremente em múltiplos mercados, e seu conteúdo uma vez criado não pode ser alterado.

Na última alta do mercado, projetos como Decentraland e The Sandbox causaram uma febre, com muitos usuários comprando terras virtuais. O token MANA subiu 4100% em 2021, muito acima do desempenho do Bitcoin no mesmo período, e o preço médio de terrenos virtuais do The Sandbox disparou de 1000 para 45000, superando a valorização imobiliária de Taipei. Naquela época, o conceito de NFT e metaverso estava em alta, com grande fluxo de capital, impulsionando todo o mercado de criptomoedas.

Mas e após a queda do mercado? Os preços mínimos continuam a atingir novos recordes de baixa, com quedas de 50% ou mais se tornando comuns. Alguns projetos menores até ficaram abandonados, sem ninguém querendo comprar. A longo prazo, o desenvolvimento do metaverso ainda tem potencial, pois empresas grandes como Meta, Microsoft e Google continuam investindo. Realidade virtual e IA vão se tornar componentes essenciais, e a economia virtual vai crescer cada vez mais. Mas investidores devem agir com cautela, pois a liquidez ainda é relativamente baixa.

Como participar do metaverso? Para investidores comuns, criar projetos é muito difícil, então a forma mais prática é comprar e negociar NFTs ou tokens de projetos. O processo não é complicado: primeiro, escolha plataformas de negociação de NFTs populares, como OpenSea; depois, configure uma carteira digital (MetaMask é comum), conecte à plataforma; compre criptomoedas (como Ethereum ETH) e transfira para a carteira; por fim, escolha os NFTs ou tokens que gostar e compre. Se quiser vender, basta listar no mercado ou participar de leilões.

Ao investir no metaverso, atenção a alguns pontos. Primeiro, nunca insira sua chave privada em plataformas desconhecidas (é como sua senha bancária), nem use a mesma senha para todas as contas, e nunca confie em anúncios de airdrops de NFTs que prometem lucros garantidos. Segundo, devido à baixa liquidez, pode não haver compradores, então é melhor começar com pouco dinheiro. O mais importante é ficar atento a fraudes. Muitos projetos que usam o nome do metaverso na verdade são apenas especulação, e quando o entusiasmo passar, os preços despencam. É melhor evitar projetos desconhecidos ou sem reputação.

Alguém pergunta se o metaverso e NFTs são golpes? Embora não seja possível eliminar totalmente o risco, projetos com reputação e aplicação real não desaparecem completamente. Todo investimento tem risco, e o investimento em metaverso não é diferente. Mas a boa notícia é que, sem alavancagem, com disciplina de negociação e liquidez adequada, é possível entrar e sair com relativa facilidade.

No futuro, com avanços tecnológicos e regulamentações mais maduras, o setor de NFTs e metaverso deve surgir com novas formas e modelos de suporte, reduzindo as barreiras de entrada e diminuindo comportamentos maliciosos. A ponte entre o virtual e o real ficará cada vez mais estreita, e o metaverso realmente poderá transformar a forma como vivemos, socializamos e fazemos negócios. Essa tendência ainda está no começo, com oportunidades e riscos coexistindo, mas vale a pena acompanhar de perto.
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