A forma de negociar criptomoedas tem ficado realmente popular ultimamente. Ao observar como o mercado de ativos virtuais, incluindo o Bitcoin, cresceu de forma explosiva nos últimos 10 anos, é natural que até os iniciantes se interessem. Especialmente agora, com o plano estratégico do governo para reservas de criptomoedas, a confiança no mercado aumentou ainda mais, e há mais investidores querendo entrar.



Porém, se você entrar no mercado de criptomoedas sem entender bem como funciona, pode acabar tendo problemas. Neste texto, vamos explicar desde o que exatamente são as criptomoedas, até os métodos de negociação, pontos de atenção e mais.

Primeiro, é preciso entender o que são criptomoedas. São ativos digitais baseados na tecnologia blockchain, que não são controlados por uma única instituição, como um banco central. Em vez disso, operam de forma transparente em uma rede descentralizada, e os registros de transações são armazenados em vários computadores, tornando quase impossível manipular. Elas servem tanto como meio de pagamento quanto como investimento, ganhando cada vez mais espaço.

O Bitcoin foi a primeira criptomoeda, criada em 2009 por uma figura misteriosa chamada Satoshi Nakamoto, e diversas altcoins como Ethereum e Ripple vieram depois.

Qual é a maior vantagem de negociar criptomoedas? Primeiro, embora tenham alta volatilidade, se negociadas com inteligência, podem gerar lucros realmente altos. Por exemplo, o Bitcoin, que estava em torno de 900 dólares no início de 2017, atingiu 126.000 dólares em outubro de 2025. Segundo, é possível começar com valores pequenos. A maioria das exchanges exige um valor mínimo de cerca de 10 dólares. Terceiro, o mercado funciona 24 horas por dia, 365 dias por ano, permitindo negociações a qualquer hora e lugar. Quarto, sem intervenção de instituições centrais, há menos custos de intermediários e as transações são transparentes.

Existem três principais formas de negociar criptomoedas. A primeira é a exchange centralizada, que inclui as principais plataformas. Sua vantagem é a alta liquidez, com ordens sendo executadas rapidamente, além de uma interface intuitiva, fácil para iniciantes. A desvantagem é que, ao deixar os ativos em servidores centrais, há risco de hacking. De fato, houve o caso da Mt. Gox, que teve 950 mil Bitcoins roubados. Além disso, é necessário cumprir regulações governamentais, o que pode tornar o processo de verificação de identidade mais complexo.

A segunda é a exchange descentralizada. Baseada em blockchain, ela realiza transações automáticas por meio de contratos inteligentes, sem intermediários. Como os ativos são gerenciados diretamente na carteira pessoal, o risco de hacking é menor, e a privacidade é garantida, pois as transações podem ser anônimas. Por outro lado, a liquidez costuma ser menor, o que pode tornar as negociações mais lentas, além de uma interface mais complexa, que pode ser difícil para iniciantes. É necessário entender contratos inteligentes e chaves privadas.

A terceira é a plataforma de negociação de CFD. Permite obter lucros com as variações de preço sem possuir realmente as criptomoedas. Usando alavancagem, é possível gerenciar posições grandes com pouco capital, o que é atraente, mas há risco de perdas que podem ultrapassar o investimento inicial. Negociar CFD permite lucrar tanto com alta quanto com baixa de preço, mas, se a previsão estiver errada, as perdas podem aumentar rapidamente.

Vamos agora conferir as criptomoedas que valem a pena investir em 2026.

O Bitcoin continua sendo chamado de "ouro digital" e mantém sua posição de destaque. Sua vantagem é a capitalização de mercado líder e a oferta limitada a 21 milhões de unidades. Após atingir uma máxima histórica de 126.000 dólares em outubro de 2025, atualmente oscila em torno de 78.240 dólares. Instituições financeiras projetam que pode chegar a 150.000 a 200.000 dólares neste ano. A aquisição de status de ativo estratégico pelo governo também é um fator positivo.

O Ethereum é mais do que uma simples criptomoeda; é uma plataforma para aplicativos descentralizados e contratos inteligentes. Muito utilizado em DeFi e NFTs, atualmente é negociado em torno de 2.180 dólares. Especialistas acreditam que, com o lançamento de produtos com staking, pode atingir 5.000 dólares ainda neste ano, e, a longo prazo, chegar a 8.000 dólares. A possibilidade de inclusão em ativos estratégicos do governo também aumenta seu destaque.

A Solana se destacou como uma concorrente rápida e de baixas taxas em relação ao Ethereum. Apesar de ter sofrido um grande impacto com a falência da FTX em 2022, voltou a subir após notícias de parcerias com grandes empresas como Visa. Em março de 2024, atingiu a 4ª maior capitalização de mercado, e, ao longo de 2025, ultrapassou 130 bilhões de dólares. Atualmente, está em torno de 86,71 dólares, e, com a possível aprovação de ETFs de fundos físicos pela SEC, especialistas estimam que pode chegar a até 295 dólares neste ano.

A Cardano foi criada pelo cofundador do Ethereum, e seu valor de tokens em circulação já atingiu 31,4 bilhões de dólares. Após o anúncio do plano de reservas de criptomoedas do governo em março de 2025, subiu mais de 60%, mas depois não conseguiu manter o momentum. Atualmente, negocia em torno de 0,26 dólares, e, no curto prazo, pode mostrar tendência de baixa, mas uma recuperação gradual é esperada na metade do ano.

A Binance Coin é o token que desempenha papel central na ecologia da maior exchange. Oferece benefícios como descontos nas taxas de negociação, e sua utilidade deve aumentar à medida que a exchange cresce. Com a redução da incerteza regulatória, ela deixou de ser apenas um token de exchange e se consolidou como combustível para a infraestrutura blockchain. Em outubro de 2025, atingiu uma máxima de 1.370 dólares, e atualmente está em torno de 656,80 dólares. Analistas estimam que pode ultrapassar 1.200 a 1.500 dólares até o final do ano, e chegar a até 2.800 dólares até 2030.

Iniciantes frequentemente cometem erros ao aprender a negociar criptomoedas. Primeiro, negociar com muita frequência, o que acumula taxas e reduz os lucros. Evitar decisões impulsivas é fundamental. Segundo, subestimar o mercado. O mercado de criptomoedas é realmente complexo e arriscado. Antes de investir, é importante estar atualizado e fazer uma pesquisa completa. Terceiro, ser passivo em relação a stop-loss e take-profit. Não definir limites de perda pode levar a grandes prejuízos quando o mercado se move contra você. Quarto, comprar no topo e vender no fundo. Negociações emocionais podem levar a resultados desastrosos. É preciso ter paciência e agir com cautela.

No final, aprender corretamente a negociar criptomoedas e começar de forma sólida é fundamental. Embora seja possível obter lucros dramáticos, as perdas também podem ser grandes, então é importante fundamentar bem os conhecimentos e investir com cautela. Consultar opiniões de especialistas ajuda, mas a decisão final deve ser sempre sua.
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