Recentemente voltou a surgir um velho tema — quem é realmente Satoshi Nakamoto? Esta pessoa mudou o mundo com um PDF de 9 páginas e depois desapareceu completamente. Após 15 anos, ainda ninguém conhece a sua verdadeira identidade.



Falando nisso, é bastante surreal. Em 31 de outubro de 2008, uma pessoa chamada Satoshi Nakamoto publicou um artigo no mailing de criptografia intitulado "Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System". Só estas 9 páginas, mas que redefiniram o futuro do dinheiro. Dois meses depois, a rede Bitcoin foi oficialmente lançada, e o bloco génesis foi minerado. Satoshi deixou uma frase nele: "The Times 03/Jan/2009 Chancellor on brink of second bailout for banks" — o Chanceler à beira de um segundo resgate bancário. Isto não é apenas uma questão técnica, mas parece uma espécie de declaração.

Nos dois anos seguintes, Satoshi realizou quase todo o trabalho pioneiro — escreveu o primeiro cliente, operou o primeiro nó completo, enviou o primeiro BTC ao desenvolvedor Hal Finney. Depois, de repente, desapareceu. Em 2010, entregou o projeto a outra pessoa, e em abril de 2011 deixou a última mensagem: "I have moved on to other things." Sem despedida, sem liquidez, sem aparições na mídia. Desde então, permaneceu completamente em silêncio até hoje.

Aqui é onde fica mais estranho. Estima-se que Satoshi minerou cerca de 1 milhão de BTC. Com o preço atual, isso equivale a aproximadamente 7,77 bilhões de dólares. Mas, ao longo de 15 anos, nenhuma dessas moedas foi movida. Sem transferências, sem gastos, como se estivessem congeladas no tempo.

A questão é — Satoshi é uma pessoa ou uma equipe? Quem apoia a teoria de que é uma pessoa aponta para o seu estilo de escrita consistente, contas de desenvolvimento unificadas, e emails detalhados e profundos. Mas há quem diga que, por atuar em múltiplos fusos horários, escrever código rapidamente e sem erros em inglês, parece mais uma colaboração de equipe.

Quanto às hipóteses sobre sua identidade, há muitas. Alguns acreditam que seja Hal Finney — o primeiro criptógrafo a receber Bitcoin, que faleceu em 2014 devido à ELA. Outros apontam para Nick Szabo, que criou o "Bit Gold" em 2005, considerado o precursor do Bitcoin, com estilo de escrita bastante semelhante ao de Satoshi. Ou Adam Back, que inventou o Hashcash, citado na white paper do Bitcoin. Há até quem associe Elon Musk e Peter Thiel. O mais absurdo é Craig Wright, que afirma ser Satoshi Nakamoto e já foi a tribunal, mas nunca usou a sua chave privada para assinar uma prova de identidade — algo que poderia fazer instantaneamente, mas que ele se recusa a fazer, e a comunidade de desenvolvedores não acredita nele.

Alguns até levantam teorias conspiratórias envolvendo a NSA — dizem que o algoritmo de criptografia central do Bitcoin, SHA-256, foi criado pela NSA, e que seu lançamento ocorreu logo após a crise financeira de 2008, desaparecendo de forma limpa e rápida. Mas não há provas concretas, e isso viola o espírito de descentralização do Bitcoin.

Voltando ao ponto, o verdadeiro legado de Satoshi não é um mistério de identidade, mas um conjunto de código. Ele não buscava fama, não buscava lucro, não buscava poder. A existência do Bitcoin não depende de qualquer fundador — ela se apoia na matemática, no código e na comunidade. Talvez essa seja a verdadeira razão pela qual ele não pode ser destruído. $BTC
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