O Brasil revive o Projeto de Lei 4501 para acumular 1 milhão de BTC para a Reserva Estratégica Nacional

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  • O Brasil reintroduz o Projeto de Lei 4501 para criar uma reserva estratégica de 1 milhão de BTC ao longo de cinco anos.

  • A proposta permite pagamentos de impostos em Bitcoin e proíbe a venda de BTC apreendido.

  • O plano vincula as reservas de Bitcoin ao Drex e amplia incentivos para mineração e empresas.

O Congresso do Brasil revivou o Projeto de Lei 4501/2024 para criar uma Reserva Estratégica Soberana de Bitcoin, conhecida como RESbit. A proposta autoriza a aquisição de até 1 milhão de BTC ao longo de cinco anos. Os legisladores estimam que o plano possa custar cerca de 68 bilhões de dólares. O objetivo amplia significativamente um rascunho anterior, que limitava as compras a 5% das reservas estrangeiras. Se aprovado, o Brasil estaria entre os maiores detentores soberanos de Bitcoin.

🇧🇷 ÚLTIMA HORA: Brasil reintroduz projeto de lei para criar uma Reserva Estratégica de Bitcoin, permitindo ao país adquirir até 1 milhão de $BTC. pic.twitter.com/f9vsWDU8vs

— Pi News (@PiNewsMedia) 14 de fevereiro de 2026

O texto revisado enquadra o Bitcoin como uma proteção contra a inflação e a volatilidade fiduciária. Também trata o ativo como resistente a apreensão por terceiros. Além disso, o projeto integra o Bitcoin em uma política fiscal e monetária mais ampla. Permite pagamentos de impostos em Bitcoin e proíbe a venda de BTC confiscado. Ademais, posiciona a reserva como uma ferramenta de diversificação para o tesouro nacional.

Escopo Expande-se Além de Compras Diretas

O projeto permite múltiplos métodos de acumulação além da compra no mercado aberto. As autoridades poderiam reter os impostos pagos em Bitcoin como parte das reservas. O Estado também poderia manter ações de ETFs de Bitcoin à vista em emergências. Além disso, empresas públicas podem contribuir para a acumulação de reservas sob regras definidas. Esses mecanismos ampliam o caminho para atingir a meta de 1 milhão de BTC.

As responsabilidades de gestão seriam divididas entre o banco central e o Ministério da Fazenda. A Receita Federal teria 12 meses para construir a infraestrutura técnica. Enquanto isso, o banco central deve publicar relatórios semestrais ao Congresso. Esses relatórios divulgariam dados sobre custódia, transações e desempenho. O Poder Executivo regulamentaria a lei dentro de 180 dias após sua promulgação.

Garantias Legais e Estrutura de Supervisão

A proposta incorpora direitos ligados ao uso e custódia de ativos digitais. Afirma a autossoberania e a transferência livre de Bitcoin. Também protege a confidencialidade das transações, exceto por ordem judicial. Qualquer restrição administrativa às transferências para carteiras controladas pelo usuário seria nula. O texto atribui penalidades administrativas e criminais por má gestão da RESbit.

A supervisão envolveria vários comitês do Congresso antes da aprovação final. O Comitê de Finanças e Tributação revisará o impacto fiscal. O Comitê de Constituição e Justiça avaliará a compatibilidade legal. O Comitê de Ciência, Tecnologia e Inovação examinará os aspectos técnicos. Essas etapas moldarão a estrutura final da reserva.

Incentivos à Mineração e Ligação ao Real Digital

O projeto promove a mineração doméstica de Bitcoin e a participação de empresas. No ano passado, o Brasil anunciou planos para realizar uma audiência pública para discutir uma proposta de reserva nacional de Bitcoin. O projeto permitiria que até 5% das reservas do Brasil fossem mantidas em Bitcoin por meio de armazenamento em cold wallet.

Os incentivos visam fortalecer o ecossistema de ativos digitais do Brasil. Os legisladores também propõem usar Bitcoin como garantia para o Drex, o real digital. Essa ligação integraria o Bitcoin ao framework de pagamentos em evolução do país. Além disso, o plano incentiva a cooperação com instituições internacionais sobre melhores práticas.

No entanto, a iniciativa pode enfrentar resistência das regras existentes do banco central. As regulações atuais não reconhecem formalmente o Bitcoin como ativo de reserva. No início do ano passado, o banco central da Coreia do Sul descartou oficialmente a inclusão do Bitcoin em suas reservas de câmbio. Mesmo assim, o projeto revivido sinaliza um interesse soberano crescente em reservas digitais. Propostas semelhantes surgiram em estados dos EUA, como Kansas e Arizona. Indiana também avançou com legislação permitindo que fundos públicos de aposentadoria acessem criptomoedas.

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