Credores dos EUA buscam ordem judicial para transferência de $344M da Tether a partir de carteiras ligadas ao Irã

Um grupo de credores de julgamentos por terrorismo dos EUA apresentou uma moção na quinta-feira no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Sul de Nova York, buscando obrigar a Tether a transferir mais de US$ 344 milhões em USDT congelados, mantidos em endereços de carteiras bloqueadas pelo OFAC atribuídos ao Corpo de Guardas Revolucionários Islâmicos, segundo o documento do tribunal. A moção argumenta que a Tether tem tanto a capacidade tecnológica quanto a obrigação legal, sob a lei de “turnover” de Nova York e estatutos federais de aplicação de leis de combate ao terrorismo, para zerar os saldos vinculados ao IRGC e emitir uma quantia equivalente de novos USDT para uma carteira designada pelos autores. O documento afirma: “A Tether é obrigada a entregar qualquer propriedade de um devedor de sentença que seja capaz de entregar, e a Tether é concedida e obviamente capaz de entregar USDT porque fez exatamente isso em resposta a muitas ordens de apreensão dos EUA.”

Argumentos legais e precedentes

A moção cita dois casos anteriores como evidência da capacidade da Tether de executar a transferência solicitada. Em um caso de apreensão de novembro de 2025 no Distrito de Columbia, o FBI forneceu à Tether um mandado de apreensão em ou por volta de 19 de março de 2025, e a Tether transferiu a quantia equivalente de USDT para os Estados Unidos. Um caso separado em Ohio, de 25 de abril de 2025, mostra que a Tether “queimou” tokens de um endereço-alvo e reemitiu 4.340.000 USDT para uma carteira controlada por aplicação da lei, de acordo com o documento.

Linha do tempo e ações da OFAC

A Tether congelou as carteiras em questão em 24 de abril, no mesmo dia em que o Office of Foreign Assets Control (OFAC) as adicionou à sua lista de Nacionais Especialmente Designados. O documento ressalta que a medida mira a entrega de interesses patrimoniais iranianos específicos sob custódia da Tether, e não os ativos corporativos próprios da empresa.

Jurisdição e danos

Os autores argumentam que o tribunal pode exercer jurisdição pessoal sobre a Tether porque as reservas da empresa salvadorenha são em grande parte custodiadas e geridas em Nova York pela Cantor Fitzgerald. De acordo com o documento, os autores buscam fazer cumprir sentenças que totalizam aproximadamente US$ 552,3 milhões em danos compensatórios e US$ 1,86 bilhão em danos punitivos, emitidas em múltiplos casos relacionados a terrorismo dos EUA ao longo das últimas duas décadas.

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